Imprensa
Faturamento do setor de compósitos cresceu 4,6% em 2012
21/05/2013

Pesquisa aponta para um resultado 8,1% maior este ano

O setor brasileiro de compósitos faturou R$ 2,984 bilhões em 2012, alta de 4,6% frente ao ano anterior. No período, em contrapartida, o volume de matérias-primas consumidas caiu 0,6%, fechando em 206.000 toneladas. Para 2013, a expectativa é de faturamento de R$ 3,225 bilhões, ou seja, um salto de 8,1% para um consumo estimado em 211.000 toneladas (+2,4%). Os dados são da Maxiquim, consultoria contratada pela Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (ALMACO). 
“O perfil do setor está mudando graças ao avanço de processos de alto desempenho e maior valor agregado. Isso explica, em parte, a diferença entre os indicadores de faturamento e volume”, afirma Gilmar Lima, presidente da ALMACO. Ele também destaca outros fatores que influenciaram o balanço de 2012, como os sucessivos aumentos nos custos dos insumos, da adequação às normas ambientais, dos serviços em geral e da folha de pagamento. “A desoneração da folha estabelecida pelo governo praticamente não beneficiou as empresas da nossa cadeia produtiva”. 
Do volume de matérias-primas consumidas no ano passado, 153.000 toneladas destinaram-se à fabricação de compósitos de resinas poliéster – em cifras, R$ 2,271 bilhões. O restante (53.000 toneladas ou R$ 713 milhões) ficou por conta do material à base de resina epóxi, polímero largamente empregado na fabricação de pás eólicas. 
Com uma fatia de 48%, a construção civil permaneceu em 2012 na liderança do ranking dos principais consumidores de compósitos, à frente de transporte (16%) – bastante afetado pela queda significativa das vendas de caminhões e implementos rodoviários –, corrosão (12%) e saneamento (5%), entre outros. Já a geração de energia eólica respondeu por 90% da demanda por compósitos de base epóxi. Com 6%, o setor de petróleo apareceu em segundo lugar. 
Resultantes da combinação entre polímeros e reforços – por exemplo, fibras de vidro –, os materiais compósitos são conhecidos pelos elevados índices de resistência mecânica e química, bem como pela versatilidade. Há mais de 50 mil aplicações catalogadas em todo o mundo, de caixas d´água, tanques e tubos a peças de barcos, ônibus e aviões. 
Para mais informações, acesse www.almaco.org.br



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